meditação

 

 

os apontamentos e considerações que se seguem, bem como as técnicas neles descritas, são resultantes da minha própria experiência, vão beber a tudo o que fui praticando e, por essa via, descobrindo em mim, aprendendo com outros, lendo e pesquisando ao longo de anos, não se baseiam em nenhuma obra em particular que vos possa sugerir como consulta

espero que vos sejam úteis e que neles encontrem algumas pistas que vos permitam instalar, se essa for a vossa intenção, uma prática de meditação regular e minimamente consistente

mas eles não pretendem constituir-se como referências para ninguém, não se filiam em nenhuma tradição específica nem há aqui qualquer intuito de fazer escola ou apontar caminhos

o meu conhecimento destas áreas (como, de resto, do próprio yoga) é diminuto, por muito que a minha postura ao transmiti-las possa sugerir segurança e convicção. na verdade, por opção (e por incapacidade) não me arrisco a grandes voos, pedagógicos ou de prática pessoal, o que me permite sentir-me tranquilo e intuir um mínimo de solidez no que me proponho. espero não estar a enganar-me ao afirmá-lo! - na verdade, não há dia em que não me extasie e interrogue perante o mistério de tudo isto e o pouco que sabemos (ou, pelo menos, o pouco que eu entendo) sobre estes meandros

nesse sentido, e em coerência com o que tem vindo a ser o meu próprio trajecto nestes meios, se alguma sugestão me permito deixar-vos é que passem o que nos apontamentos abaixo é proposto pelo crivo da vossa própria experiência, troquem informações, busquem outras referências e, se sentirem esse impulso, se construam (ou desconstruam...) nesta via com base na impressão soberana, mesmo que frágil e falível, da vossa individualidade


boa jornada!



meditação - indicações gerais


“if I could tell you what it meant there would be no point in dancing it”

isadora duncan


fantasia, razão, hora, local, posição, frequência, disposição, duração, continuidade, transição, consagração, despojamento


 

fantasia

começando do fim para o princípio, num sentido último, compenenetremo-nos, antes de mais (e sem por isso termos que ficar desanimados) de que a ideia ou intenção de meditar, como actividade, é pura ficção

na verdadeira acepção da palavra, meditação não é algo que possamos fazer ou, sequer, atingir de alguma forma, mas antes, algo que se realiza em nós, como reflexo da nossa natureza essencial, evidência a que acedemos, ou que se nos desvela, por abandono – inadvertidamente, aliás, e com muito mais frequência do que geralmente nos apercebemos

daí que, muitas escolas, mais do que o verbo meditar, prefiram e utilizem o termo sentar, na justa explicitação daquilo que de facto depende da nossa acção – num paralelo corriqueiro, é o mesmo que dizer que podemos deitar-nos na cama, criando um cenário propício para que o sono sobrevenha, mas não podemos sonar, tentando fabricá-lo

estendendo o paralelismo, já agora, e porque somos os tais, tão falados, animais de hábitos: é provável que logremos dormir ao propiciarmos as condições para tal, mas nada nos garante que, ocasionalmente, não possam ocorrer insónias.

 

da mesma forma, a rotina da meditação pode predispor-nos, por repetição, até mesmo do ponto de vista orgânico/neurológico, a esse estado, sem, contudo, garantir o seu surgimento, precisamente pelo facto de ele não depender da nossa vontade

no ocultismo considera-se que o máximo que o ser humano pode fazer, no plano tridimensional onde habita, é “realizar o cálice”, o estado de receptividade plena

no mesmo sentido, falar de prática de meditação é falar, tão só, de disponibilização e entrega a algo que não depende da nossa acção, esforço ou capacidade, fenómeno absolutamente vertical e inclusivo mas que, num primeiro momento, visto como processo horizontal no tempo e no espaço, podemos então qualificar como subtractivo, não aditivo, do ponto de vista da acção individual

numa analogia simplista, o estado meditativo (expressão ela própria um tanto equívoca porque não se trata, verdadeiramente, de um estado, no sentido espácio-temporal, antes, sim, de um não-estado) pode ser comparado à tela em branco, pura potencialidade, que acolhe e possibilita todos os traços ou caracteres

o não-forma de onde brotam todas as formas, silêncio de fundo sobre o qual música e palavra adquirem sentido

prolongando o mesmo raciocínio, o não-estado meditativo, omnipresente e, portanto, integrante da própria presença do sujeito meditador e do hipotético objecto meditado, engole-os, no sentido em que ali apenas existe o espaço onde eles nascem e morrem, tal como o som se perde no silêncio, e todas as formas, cumprido o seu tempo, regressam ao vazio de onde brotaram – a forma é o vazio, o vazio é a forma, como se afirma no budismo

meditar seria, então, simplesmente, aquilo a que assistimos quando não está lá ninguém nem nada para ver, uma subtil e misteriosa presença à ausência de nós próprios, nas palavras de eric baret

 


razão

(mas então...) porquê meditar?

"everything we do is futile but we must do it anyway"

 

mahatma gandhi

dispor-se a praticar meditação pode considerar-se um exercício de humildade: aceitar o facto de se ser suficientemente instável e caótico por dentro para necessitar de alguns momentos em que a quietude possa ser semeada e consolidada

esse reconhecimento simples, quando autêntico e sentido, poderá ser o grande passo para a instalação de uma prática regular, quase, salvaguardadas as diferenças, como aquele que dá o alcoólico quando aceita que o é e decide recuperar-se

na verdade, se desde crianças recebemos, inadvertidamente, tantas achegas no sentido da dispersão e da agitação, faz sentido, mesmo que pareça artificial, num primeiro momento, que treinemos o oposto

tal não significa que o façamos de forma mecânica, utilitária e instrumental

como alguém dizia, trata-se de servir uma arte, não de se servir de uma arte

mesmo tomando como princípio, por um lado, que meditar seja um estado espontâneo, a nossa natureza de fundo, como tantas tradições afirmam, e por outro, que fazê-lo nos permita aceder a efeitos benéficos vários, essa disciplina pode ser vista como pura celebração do facto de estar vivo, exercício de gratidão festiva pela plenitude do ser

se me permitem a analogia, seguros do nosso amor por um filho, pai, amante, amigo, não deixamos de nos disponibilizar para momentos especiais com eles, que celebram, sem outra utilidade para lá do acto gratuito em si, esse sentimento

sabemos que não amamos apenas das dezoito às vinte, quando nos reservamos para brincar com o filho ou para estar com o amigo e da mesma forma, não meditamos apenas quando nos sentamos para o efeito, mas precisamos de momentos (e a sinceridade de reconhecê-lo pode ser ela própria transbordante e luminosa) que nos permitam confirmar – celebrando – que a escuta profunda e o amor estão lá, por muito que os tomemos como adquiridos

joseph campbell, autoridade mundial no âmbito do estudo das mitologias, afirmava precisamente que as narrativas mitológicas proporcionam a cada membro de cada povo/cultura/civilização a possibilidade da vivência de uma autêntica experiência de estar vivo

porém, talvez mais que alguma vez antes na história humana, pela autêntica inflação de estímulos que se oferecem à nossa atenção, hoje em dia tendemos, de forma extrema, a colocar a tónica da vitalidade das experiências no teor dos objectos das mesmas, sejam de que natureza forem, perdendo de vista o processo vivencial/sensorial que nos faz chegar a eles, numa espécie de maquiavelismo perceptivo em que os fins nos fazem perder os meios (quando, na verdade, é nestes que tudo se passa!)

a própria obsessão colectiva com a produtividade e com o sucesso vai no mesmo sentido: não fazer nada tornou-se, para muitas pessoas, o pecado supremo, ou uma virtual impossibilidade, e parar para ver, inutilmente, em meditação, um sério desafio a esta cadência instalada - até temos o velho ditado que associa a ociosidade aos vícios para legitimar a ideia! entretanto, as perdas de tempo sistemáticas em actividades estéreis e pouco gratificantes, de facto ociosas, são o contraponto directo (saída de emergência, em desespero de causa) desta propensão ao engarrafamento dos dias

neste sentido, meditar é voltar à fonte primordial do prazer e da plenitude, ao puro acto perceptivo, em que ele se basta a si próprio antes de atingir o objecto, permitindo, aí sim, uma vivência verdadeiramente livre e transbordante de todos os objectos e experiências, pela constatação da sua inutilidade última

pura escuta, sensorialidade integral, em que o aforismo de wei wu wei ganha todo o sentido : “what you are looking for is what is looking” 

 


hora

faça a experiência de diferentes momentos do dia para se sentar uns minutos, preferencialmente de manhã, antes de iniciar as suas actividades, quaisquer que elas sejam, ou à noite, antes de dormir ; no entanto, se a sua disponibilidade maior for, por exemplo, antes do almoço ou do jantar, não hesite, aproveite!


local

procure um espaço onde possa permanecer minimamente protegido de ruídos, interrupções ou outros factores de perturbação, mas evite a exigência de quietude e silêncio extremos como condições imprescindíveis: essa ideia torna-se facilmente dificultadora da sua assiduidade àquilo que se propôs (meditação com carácter regular) – experimente, de vez em quando, a título excepcional, meditar no autocarro ou no comboio, por exemplo, descondicione-se! 



posição

escolha uma postura confortável para se sentar (pode até ser numa cadeira, por pouco zen que pareça)

a posição sentada, desde que devidamente ajustada, permite-lhe manter um estado físico e mental tranquilamente desperto: procure assegurar a neutralidade da coluna vertebral pela preservação, sem esforço, das suas curvaturas naturais, utilizando, sempre que necessário, alguma altura debaixo das nádegas, e procurando, se se sentir cansado ou instável, o suporte de uma parede para as costas

há múltiplas formas de colocação das pernas, com diferentes objectivos e efeitos energéticos que não importa aqui descrever exaustivamente, escolha uma que o faça sentir-se confortável e que lhe permita esquecer-se delas ( e das costas) mesmo quando imóvel durante alguns minutos - é o melhor sintoma de uma boa colocação do corpo

pode experimentar deitar-se, se preferir, mas cuidado: a semelhança com a posição do sono facilmente deixa instalar-se uma qualidade de inércia e entorpecimento que prejudicam a concentração e a escuta

a colocação dos olhos (abertos, fechados, semi-cerrados) varia bastante, incluindo detalhes mais ou menos minuciosos, de acordo com as diferentes escolas e tradições

independentemente da forma que escolha para os colocar assuma como princípio, se ficar com os olhos fechados, a ideia de manter a sua atenção tão presente e desperta (não dispersa) como se eles estivessem abertos

inversamente, se optar por deixar os olhos abertos ou semi-cerrados, procure conservar as qualidades de quietude e interiorização que o recolhimento do olhar mais facilmente lhe permitiria

faça a experiência das duas possibilidades e decida a partir dela, podendo, também, ir alternando, conforme se sinta em cada dia: se estiver mais cansado ou com sono pode ser bom experimentar deixar os olhos semi-abertos para se manter acordado e presente, se estiver mais agitado e disperso talvez os olhos fechados se tornem mais funcionais

tanto quanto possível, nas técnicas de meditação em posição estática, procure manter a imobilidade, resistindo ao impulso neurológico do movimento como reacção instintiva de sobrevivência: o nosso sistema nervoso está programado para se assegurar da integridade e da própria existência simples do sistema psico-físico através do movimento, que nos permite, de forma directa, confirmar que estamos vivos

pela imobilidade intencional, cientes de nos termos sentado duma forma que não nos acarreta danos ao mantê-la, atravessamos uma pequena morte e ficamos menos reféns de impulsos biológicos básicos, permitimo-nos um air bag de tempo de reacção que nos proporciona maior liberdade de escolha, gradualmente extensível a outros domínios (mentais, emocionais)


duração

seja flexível com o tempo que dedica a esta actividade, sobretudo no início - não se proponha grandes objectivos ("vou meditar meia hora de manhã, meia hora à noite") porque muito provavelmente vão-lhe sair furados rapidamente. muitas vezes são mesmo estratégias inconscientes de sabotagem da intenção inicial - será preferível começar com muito pouco tempo e ir aumentando gradualmente a duração

deixe que a meditação venha a si, como estado natural, plano de fundo que vai sendo gradualmente reconhecido e relembrado, em vez de a forçar a entrar, abruptamente, na sua vida

comece por experimentar períodos de cinco minutos, eventualmente de manhã e à noite, até para poder aperceber-se de qual dos horários será mais funcional ou harmonioso para si, de acordo com as suas rotinas, temperamento, biorritmo, etc

depois, pouco a pouco, vá aumentando, se lhe parecer viável, para dez minutos, quinze... se ficar pelos cinco minutos durante semanas, meses, anos, não os deprecie, valorize-os!



frequência

afirma-se, consensualmente, que a prática da meditação deve ser diária, mas se se sentir sufocado (ou, simplesmente, entediado!) por essa ideia, mesmo tendo optado por períodos curtos, estabeleça uma rotina bi ou tri semanal, por exemplo, o que lhe pareça viável e aprazível, pelo menos numa fase inicial

evite uma atitude austera com o que deve ser uma dádiva a si próprio, gratificante e libertadora: imagine o que seria dedicar-se ao que quer que tenha para si como a actividade que mais gosta (sem ser a meditação) e, numa sensação de obrigação penosa, torná-la uma tarefa a promover à força!...

a perspectiva do sofrimento e/ou do castigo como vias supremas de aperfeiçoamento e purificação encontra-se profundamente enraizada na nossa cultura, mesmo em quem, à partida, não se define como religioso ou místico

acautelando essa propensão, observe se está a transformar a meditação numa penitência! – não se tornará, seguramente, uma melhor pessoa (seja lá isso o que for!) por se mortificar diariamente submetendo-se sem amor nem convicção a uma disciplina que lhe seja desagradável e sentida como absurda

daí a importância de dosear esta actividade (como todas...) de forma realista e permitir-se, sobretudo no início, ir ajustando ritmos e durações de acordo com a ressonância interna que sinta a partir da prática que vai desenvolvendo, até que a meditação se acomode na sua vida e encontre um nicho natural no seu quotidiano

procure, porém, cumprir rigorosamente o que se propuser e, ao mesmo tempo, seja tolerante (sem ser complacente) consigo próprio, condescendendo, tranquilamente, no tocante a falhas pontuais, sem se servir delas para desistir: alguma vez lhe cruzou o espírito deixar de vez de tomar banho ou nunca mais lavar os dentes só porque falhou um dia ou outro?!

 


disposição

evite usar argumentos para consigo próprio para romper a rotina que se propôs, como sejam: hoje estou muito cansado, hoje tenho a cabeça a mil, hoje não estou inspirado, hoje preciso de outra coisa... a escolha é sua mas não tenha dúvidas, quase sempre é tudo conversa, deixe-se de tretas e sente-se cinco minutos!

permita-se disfrutar do desafogo resultante de, por momentos, literalmente esquecer-se de si e dos seus humores, que não vêm ao caso: deixe que o acto da escuta seja mais importante do que quem procede a ele!

 


continuidade

“one does not become enlightened by imagining figures of light but by making darkness conscious”

"i'd rather be whole than good"


c. g. jung

fique alerta, desde o início, para o facto de que a serenidade, limpidez mental, quietude, que geralmente derivam da prática regular da meditação ou do yoga podem funcionar como uma faca de dois gumes: o despertar da sensibilidade, ao permitir uma ampliação do nosso espectro de consciência psíquica (como nas cores - no vermelho, por exemplo) se por um lado nos torna mais acessíveis nuances de prazer e bem estar que antes, por embotamento perceptivo, tínhamos dificuldade em experimentar (os ultra-violetas, simbolicamente) podem oferecer-nos simultaneamente, porque a agudeza se estabelece para os dois lados, imprevistos e não requeridos tons de dor e desconforto (infra-vermelhos simbólicos) como condição polar do nosso amadurecimento

numa analogia simplista (porque se trata de processos de natureza obviamente diferente) é um pouco o que se passa, a certa altura, nas psicoterapias (já para não dizer nas relações humanas em geral...) pelo confronto com conteúdos, memórias, sentimentos não esperados, quando as coisas começam a aquecer

estendendo o paralelismo, é nesses momentos criticos (que muitas vezes vão e vêm, ressurgem mais tarde, desaparecem de novo...) que é importante permanecer, assumir o compromisso, num exercicio de fidelidade (a nós próprios, antes de mais) valendo-nos de alguma firmeza e disciplina


transição

facilmente se instala em nós, no desenvolvimento destas práticas, uma atitude de fundo dissociativa em que o período da meditação tende a funcionar como um oásis momentâneo, findo o qual voltamos, algo "recauchutados”, à confusão e à postura de sobrevivência do dia a dia, fortalecendo inconscientemente estas últimas quando o intuito era supostamente inverso - um pouco naquela lógica folclórica do devoto que se presta à confissão para mais plenamente poder voltar ao pecado logo de seguida! 

numa perspectiva mais integradora e unificante, permita-se uns instantes breves de transição para o exterior no final do período em que se propôs permanecer sentado

 

tanto quanto lhe for possível, desenvolva os primeiros gestos e actividades ainda no comprimento de onda anterior, como que impregnado de um perfume que tivesse permanecido em si: dessa forma evita que ocorra um corte brusco entre a frequência psíquica daquele pequeno período e o resto do dia (ou da noite) favorecendo, ao invés, que as horas mundanas vão ficando saudavelmente contaminadas pelas qualidades de alerta e quietude ali semeadas


consagração

se lhe fizer sentido e o ajudar a promover um estado interior de maior receptividade a este tipo de prática, pode consagrá-la, não necessariamente num sentido religioso ou místico sequer, dedicando-a a alguém em particular, ao mundo, ao que quer que lhe suscite esse impulso misto de dádiva e gratidão

num sentido último, afirma-se comummente que não existe sujeito contemplativo nem objecto contemplado, apenas o acto perceptivo

na oferenda simples da prática da meditação a algo que, de forma directa e primária, percepcionamos como exterior a nós, abrimos portas à dissolução do sujeito meditador, permitindo que a arte suprema da escuta se exprima por nós, mais que pretendermos exprimir-nos por ela, tornando-nos no que quer que seja


despojamento

uma última nota, sobretudo para quem, por temperamento, tenda a levar-se demasiado a sério nestas ou noutras práticas, ou se aperceba de que começa a derivar (por vezes até, a colmatar) um qualquer sentido de identidade própria a partir do facto de se envolver nelas

não há nada de particularmente excepcional ou diferente em dedicarmo-nos a uma actividade deste tipo, não somos pessoas especiais, melhores nem piores que as outras por fazê-lo, nem nos distinguimos, mesmo nos melhores momentos da nossa prática desta arte, de quem, sem sequer ter algum dia ouvido o termo meditar, em várias alturas do dia, se entrega profundamente ao que faz - servir cafés, por exemplo - numa expressão involuntária de atenção e presença a que poderíamos chamar amor

nesse sentido, se se der conta de que começou a envergar a pomposa farda do meditador, ou do praticante de yoga, ou outras, nem precisa de a despir - aperceba-se só de que... o rei vai nu!

 

 

os "guiões" de meditação que complementam esta rúbrica podem ser consultados em www.sadhanan.blogspot.pt / outubro 2010

 

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